Cegonha-branca (Ciconia ciconia)

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Como poderá verificar numa das fotografias, chegou a hora do amor para as cegonhas brancas que por cá permanecem todo o ano e para aquelas que, eventualmente, já tenham regressado da sua migração de inverno.

Andam todas muito atarefadas – em especial os machos – na guarda à sua casa prevenindo-se de ataques invasores de concorrentes às fêmeas e aos espaço que reocupam ano após ano.

De notar que valeram a pena as medidas protecionistas que foram tomadas há anos atrás quando se chegou a recear encontrar-se em perigo de extinção.

Atualmente, encontra-se numa situação pouco preocupante e julga-se que tenha recuperado para os níveis da primeira metade do século passado.

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Eclipse Total e Super-Lua-de-Sangue-de-Lobo – 21-01-2019

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A lua através da minha máquina. Fotografias de muito fraca qualidade, mas as possíveis.

Foi uma lua em triplicado: cheia, super e de sangue de lobo…

É do conhecimento geral o que essas designações significam, mas a que acho mais interessante é a ‘lua-de-sangue-de-lobo’. Porquê? Porque é de origem exclusivamente popular, não tem nada a ver com a ciência, mas revela o romantismo e a criatividade do ser humano quando se vê confrontado com fenómenos que não domina completamente.

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Galeirão-comum (Fulica atra)

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O Galeirão-comum (Fulica atra) é uma ave aquática com caraterísticas muito semelhantes à Galinha-de-água (Gallinula chloropus) que apresentei aqui há uns largos meses com a promessa de fazer também este slideshow de hoje.

Têm uma alimentação semelhante, são omnívoras, muito territoriais e frequentam principalmente cursos de água doce, charcas, lagos, lagoas e zonas alagadiças ou pantanosas.

Proponho-lhe, então, que percorra um pouco da história da vida desta ave através das fotografias que fui obtendo no decurso dos últimos cinco anos.

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Borboleta Bela-dama ou Vanessa-dos-cardos (Vanessa cardui)

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A Bela-dama (Vanessa cardui), também conhecida por Vanessa-dos-cardos, é uma extraordinária borboleta de caraterísticas únicas e admiráveis que, como o nome sugere, tem como planta preferida o cardo-selvagem (Cynara cardunculus).

Para além de lindíssima, como pode ver nas fotografias, é das mais espalhadas por todo o mundo. Só não existe na Antártida.

É migratória e bate todos os recordes conhecidos de longa distância, pois, no espaço de um ano, desloca-se desde África ao Círculo Polar Ártico num percurso estimado de 14.000 km. Fá-lo, claro, reproduzindo-se pelo caminho, em seis gerações consecutivas, cada uma passando o testemunho à seguinte que prossegue o viagem até à meta final.

No entanto, em climas temperados, pode tornar-se residente e aparecer em qualquer época do ano.

Talvez por isso, neste dia de Natal, tive a visita do exemplar que aqui apresento. Esteve no meu ‘jardim de varanda‘ e, para além de posar com toda a desfaçatez para a fotografia, estabeleceu uma relação de confiança comigo pousando e permanecendo na minha mão sem medo nem receio.

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Poupa-euroasiática (Upupa epops)

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A Poupa-euroasiática (Upupa epops) é uma ave muito interessante e de aspeto singular.

Facilmente reconhecível pelo seu colorido, poupa bem saliente na cabeça e bico comprido, passa a maioria do tempo no chão onde habitualmente se alimenta.

Tem uma dieta variada na qual inclue insetos, larvas, minhocas, pequenos anfíbios e répteis e a processionária (Thaumetopoea pityocampa), também conhecida por lagarta do pinheiro, uma lagarta bastante perigosa para os humanos e outros mamíferos, que raros predadores se arriscam a comer.

Faz o ninho junto ao chão, geralmente, em tocas rasteiras nos próprios troncos de árvores. É conhecido o cheiro horrível que provém do seu interior e, por esse motivo, diz a ‘sabedoria‘ popular que a poupa é uma ave imunda. Nada mais errado…

Como a generalidade das restantes aves, a Poupa limpa cuidadosamente o seu ninho, mas a fêmea e as crias dispõem duma glândula que, em caso de necessidade, expele um líquido fétido para se defenderem dos predadores, afastando-os com tal insuportável fedor.

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O Monte Saquir no Inferno de Dante

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Por sete dias, a Montanha Sagrada  –  Monte Saquir para os árabes, Serra de Monchique para nós  –  viu-se, novamente, envolvida no Inferno de Dante.

A freguesia do Alferce ficou reduzida a cinzas e grande parte da de Monchique ardeu também. Restou a de Marmelete que foi poupada este ano.

Pouco mais há a dizer. Todos já sabem o resto. Uns com uma versão, outros com outra.

Há dois anos, publiquei um pequeno vídeo no Youtube, feito no ataque final a um outro incêndio em que uma das frentes foi dominada na Ribeira de João de Gales, Marmelete (https://www.youtube.com/watch?v=KE7HVycso3Q&t=6s). Nesse vídeo, terminava com as seguintes palavras:

Ainda este ano, no próximo, no seguinte e para sempre, teremos mais… Não se iluda caro compatriota. Enquanto os donos dos terrenos e o estado não limparem o mato, enquanto os criminosos forem tratados como pessoas de bem e os cidadãos cumpridores foram tratados como criminosos, enquanto os meios priviligiados de ataque aos incêndios estiverem nas mãos de privados, enquanto o nosso país for gerido por políticos como os que temos tido desde há séculos e, em especial, nas últimas décadas, nada mudará para melhor!…“.

Nada tenho a acrescentar…

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Periquito-de-colar (Psittacula krameri)

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O Periquito-de-colar (Psittacula krameri) é uma das raras aves da família dos periquitos e papagaios existente em liberdade na Europa.

Proveniente da Índia e de África como animal de estimação, é consensual que o seu desenvolvimento pela Europa fora se deve ao facto de alguns exemplares se terem escapado do cativeiro das gaiolas e adaptado ao novo habitat, reproduzindo-se de tal forma que, atualmente, se julga existir uma população aproximada dos cem mil exemplares, tendo no Reino Unido o seu núcleo mais numeroso.

Em Portugal também é avistado regularmente de norte a sul do país.

Como se pode confirmar nas fotografias deste slideshow, obtidas muito recentemente, é uma ave muito bonita e sociável, agradável de observar e com a qual dá gosto interagir.

Flores de Azálea

Todas estas flores pertencem a plantas designadas genericamente por Azáleas e convivem entre si num pequeno parque (Cannizaro Park) nos arredores de Wimbledon, UK.

São da família da nossa ‘Adelfa’ (Rhododendron ponticum subsp. baeticum) que é endémica da Península Ibérica. Em Monchique, como todos sabemos, existe em pouco mais do que uma pequena área do cimo da Fóia e Picota.

Galinha-de-água (Gallinula chloropus)

A Galinha-de-água (Gallinula chloropus) é uma ave aquática que se pode observar em muitos rios e ribeiras, barragens, lagoas e até charcas. Tem um bico inconfundível de que sobressaem as cores vermelho e amarelo intenso.

É muito territorial e extremamente agressiva para com os intrusos pelo que são constantes as lutas entre concorrentes da mesma família.

Curiosamente essa agressividade contrasta com a meiguice e carinho com que trata das crias que, assim que nascem, começam logo a explorar as redondezas do ninho que, habitualmente, está localizado no meio dum reservatório ou curso de água. Tem um ‘parente’ muito chegado, o Galeirão-comum (Fulica atra), que frequenta o mesmo habitat e tem comportamentos muito semelhantes.

Oportunamente, mostrarei aqui algumas fotografias suas.