Caimão-comum ou Galinha-sultana (Porphyrio porphyrio)


Caimão-comum ou Galinha Sultana (Porphyrio porphyrio)
O Caimão-comum ou Galinha Sultana (Porphyrio porphyrio) é uma linda ave que pode ser observada por quase todo o Algarve com relativa facilidade. Há poucos anos estava praticamente extinta no nosso país, mas recuperou e, actualmente, já alastrou até a algumas zonas do Alentejo.

Da família da Galinha-de-água (Gallinula chloropus) e do Galeirão-comum (Fulica atra) com os quais tem algumas semelhanças, é bastante mais corpulento e colorido, mas partilha com eles o mesmo habitat.

Curiosamente, adaptou-se à vida moderna, sendo frequentemente ‘apanhado’ em alguns campos de golfe do Algarve, como aconteceu com o exemplar apresentado numa destas fotografias que comia relva enquanto se passeava no golfe da Quinta do Lago.

Caimão-comum ou Galinha Sultana (Porphyrio porphyrio)

Pintassilgo-comum (Carduelis carduelis)


Pintassilgo-comum (Carduelis carduelis)

Quem não conhece o Pintassilgo-comum (Carduelis carduelis)?!… Com as suas três cores mais salientes – vermelho, amarelo e preto – que lhe conferem uma beleza invulgar, tem sido desde sempre uma das maiores vítimas do aprisionamento efectuado pelos humanos.

Na minha juventude – lembro-me ainda – era moda mantê-los prisioneiros, em minúsculas gaiolas, só para deleite visual dos respetivos ‘donos’. Atualmente, ainda acontece mas em muito menor escala, pois trata-se duma ave protegida e também há uma maior consciencialização das pessoas que vão começando a aprender a respeitar os animais.

Nesta época do ano, como a generalidade das restantes aves, está em fase de reprodução e é relativamente fácil vê-lo a alimentar as crias nos ramos das árvores. Adora sementes de cardo, embora também se alimentem de outras e até de insectos.

Pintassilgo-comum (Carduelis carduelis)

Alvéola-amarela (Motacilla flava)


Alvéola-amarela (Motacilla flava)

A Alvéola-amarela (Motacilla flava) é a mais vistosa das três espécies de alvéolas que visitam o nosso país. Todas elas estão agora a nidificar por cá e são relativamente fáceis de encontrar por aí.

Sempre a movimentar a cauda para cima e para baixo, tem como cor predominante o amarelo, tal como o nome indica.

É um passarinho muito lindo com o qual convivi de muito perto, na minha infância, pois nidificava, ano após ano, nas proximidades da casa onde fui criado. Por isso, nutro uma especial simpatia por ela.

Alvéola-amarela (Motacilla flava)

Águia-pesqueira (Pandion haliaetus)

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A Águia-pesqueira (Pandion haliaetus) é uma das maiores águias existentes no nosso país. E também uma das mais raras.

Só agora consegui fotografar uma, e não nas melhores condições, ao passear-me pelo Ludo enquanto ela surgiu voando do mar para o barrocal levando nas garras aquilo que me parece ser um magnífico robalo apanhado nas águas da Ilha de Santa Maria.

Espero que me desculpem pela fraca qualidade das fotografias. Publico-as na mesma apenas por saber que, dificilmente, voltarei a ter outra oportunidade de fotografar esta espetacular ave da rapina que tem como preferência alimentar sargos e robalos. Tal como eu…

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Mais uma Super-Lua


Super-LuaSuper Lua – 20-03-2019

Mais uma Super-Lua. A terceira deste ano, o que dá, até agora, a bonita média de uma por mês.

Mas não se iluda, só haverá outra daqui a um ano. Dizem os astrónomos que será no dia 9 de março de 2020.

Como sempre, nasceu deslumbrante, ainda que com algumas nuvens a lhe roubarem, de vez em quando, uma pequena parcela do seu esplendor…

Pisolithus tinctorius

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O ‘Pisolithus tinctorius‘ é um cogumelo bastante peculiar, de nome popular um pouco rude mas muito adequado: ‘Bufa-de-velha‘.

E digo adequado porque, na sua fase terminal de vida, se lhe tocarmos, larga os seus milhões de esporos para o ar, em forma de nuvem amarela e muito compacta.

É muito frequente e extremamente resistente. Como poderá verificar nas fotografias do slideshow, para se desenvolver, consegue até abrir uma brecha no asfalto da estrada e surgir à luz do dia…

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O ‘Pisolithus Tinctorius’


Pisolithus tinctorius ou 'Bufa de velha'
Ô ‘Pisolithus tinctorius‘, cá a gente, chama-se-le ‘Bufa-de-velha‘…

– O ‘pisolites’ quem?!…

– O ‘Pisolithus Tinctorius‘, ti Refóias…

– Q’é isso, home?…

– É assim q’eles alomêam essa cagmela. Pre menes, ê cá fui ver ali a uma coisa q’ele há na internet, chemada Wikipedia, e tá lá esse nome.

– Cagmela?!… Nunca dí pre ninguém chemar cagmela a isso…

– Atã, teja certo q’isso é uma cagmela tal e qual cm’às ôtras que prí há. E os que sabem dã-le o tal nome de ‘Pisolithus Tinc…

– ‘Pisolites’… Pôs olha, Zé Manel, isso nunca ôvi… Ê cá sempe tenho ôvisto é a famila daqui le chemar ‘Bufa-de-velha‘, com lecença da palavra, que nã te quero faltar ô respêto. Nem a ti nem mái ninguém…

– Isso é o q’a gente aqui, parvos, se le dé im chemar. Foi um petafe q’a famila de cá sempe teve foi esse. Em nã sabendem bem o nome duma coisa, enventam uma à nossa manêra… Agora veja lá se vai pôr isso aí na internet…

– E achas mal? Cada um desinrasca-se. Foi pre ‘Bufa-de-velha‘ q’ê sempre os conheci…

Pisolithus tinctorius ou 'Bufa de velha'Qualquer sito le serve pa narcer…

– Mái tamém, nã vale abusar… ‘Bufa-de-velha‘… Tal é essa conversa!… Sempe podiam ter arrenjado um nome mái jêtoso…

– Olá, olá… Até parêce q’é alguma coisa do ôte mundo…

– E nã le parêce?!…

– Cá pra mim, té acho que le fica méme ô queres. Já repàiraste, qondo elas tão maduras, e l’incalhas ó dás uma tarôcada o q’é que se dá?…

– Ora… Sai uma remessa de…

– … de fumo…

– Qual fumo!… Aquilo parêce fumo mái nã é, ti Refóias…

– Fumo, digo ê cá… Ê sê munto bem q’aquilo nã é fumo. É uma pòzêra quasequer…

– Aquilo sã as sementes deles. Quer-se dzer, eles chamam-le, béque-me, esporos.

– Seja lá o que ser, já que sabes assim tanto, alguma vez viste algum narcer no mê duma estrada d’alcatrão?

Pisolithus tinctorius ou 'Bufa de velha'Fazeram-le uma estrada d’alcatrão im cimba? Fura o alcatrão e pronto…

– Cmé q’havera de ver? Isso nunca se deu… Só se tver lá um monte de terra… ó esturme… ó coisa assim…

– Isso cudas tu. Pôs fica sabendo – e vem àlém o tê pai que nã me dêxa mintir, q’ele tamém viu – q’inda ontordia, ia-se a gente os dôs a caminho de Marmelete, à pata, e, num certo sito, pa melhor dzer, méme ô pé do Cerro dos Picos, tavam uma data delas…

Acode, logo, o mê compade Jôquim do Barranco, pai do Zé Manel:

– Umas já grandes ôtas não, tudo narcido no mê do alcatrão!… Faz verso e é verdade…

– Alguma vez?!… Hoje tiraram os dôs pa fazerem porra de mim, já vi…

– Nã é nada disso, Zé Manel. O q’o tê pai diz é a pura da verdade. Olha, parêce mintira, más as velhacas narceram méme debaxo do alcatrão. Alevantaram-no e ali fcaram espècadas…

– Só vendo… E méme assim, nã sê, na sê…

– Atã, calha méme bem, anda cá aqui com-migo q’é pra veres uns retratos q’ê cá les tirí…

– E isso fcô alguma coisa de jêto, compadre? É q’os sês retratos, d’ora im q’onto, ficam assim um coisinho manhôses…

– Lá tá vomecêa…

– Nã le pareça mal. Calhando, sô ê cá que já vejo pôco com estas lentes…

Falar verdade, nã me calhô aquilo munto bem e quái que me parcé mal, mái, méme assim, lá fui amostrar os retratos ôs dôs. Pai e filho. O q’é q’ê cá havera de fazer?…

Pisolithus tinctorius ou 'Bufa de velha'Em tando maduro, lá vã as sementes pros ares…

E, pra mecêas verem o q’o tal “pisolites nã sê quem” é capaz de fazer, tamém les pranto aqui uns quatro ó cinco retratos, méme mal tirados e conto-les cmá coisa se passô.

Aquilo, pro jêto, as cagmelas tinham-se criado lá, o ôtro ano, qondo a estrada inda era uma carrelêra de terra. Dêxaram a semente, sa senhora boa vida, e desparceram, cme tôdes anos. Vai daí, a Cambra terminô alcatroar aquilo e foi o que fez.

De manêras que, as sementes – aquilo q’eles alomeam de esporos – fcaram imparêdadas debaxo do alcatrão e da brita. Ora, tã penas chigô a altura de darem cagumelas novas, aquilo há-de ter sido uns trabalhos… Más elas pertaram tanto ó tã pôco com o alcatrão que, foram, foram, arrebentaram com ele e parceram à luz do dia…

Más ê cá tamém tô cmo Zé Manel. Se nã visse nã acarditava…

Atã, acalque aqui q’é pa ver o resto dos retratos.

Belharós

Sabe o que é uma belharós?

Belharós é como se designa um abelharuco (Merops apiaster) no linguajar monchiqueiro. E se forem duas como nesta fotografia, chamam-se belharóses.

Belharós (Abelharuco-comum - Merops apiaster)As belharóses alimentam-se de insetos voadores: abelhas, vespas, borboletas e outros…

Como pode ver na fotografia, as belharóses são lindíssimas e alimentam-se de insetos voadores. Mas têm um senão. Adoram comer abelhas…

E, naturalmente, têm os apicultores contra si…

No entanto, todos os anos, cá as temos a passar a primavera e o verão, nidificar em ribanceiras inacessíveis e a alegrar os nossos olhos…

Consulte estes e muitos outros vocábulos que fazem parte da cultura oral da Região de Monchique, adquirindo a 2ª edição do Glossário Monchiqueiro.

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Belharós (Abelharuco-comum - Merops apiaster)

À beirinha do Arade

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Por vezes, sabe bem fazer um pequeno passeio por lugares onde já passámos muitas vezes.

E quando temos a sorte de nos cruzar com uma manhã solarenga e calma perante certas obras do homem conjugadas com certas maravilhas da Natureza, ficamos com o dia ganho.

Foi o que fiz, um dia destes, pela margem direita do nosso rio Arade, a que, em tempos, dediquei o blogue, já extinto, ‘À Babuja do Arade’.

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Lagartixa-do-mato-ocidental (Psammodromus manuelae)

Lagartixa-do-mato-ocidental (Psammodromus manuelae)

A Lagartixa-do-mato-ocidental (Psammodromus manuelae) é uma espécie endémica da Península Ibérica, existindo em todo o território português e parte de Espanha.

Tem uma parente no norte de África (Psammodromus algirus) de que se individualizou há muitos, muitos anos. Na ordem dos 2 a 3 milhões, segundo os cientistas que a têm estudado.

Como é evidente nestas duas fotografias, pode apresentar diversas cores e tonalidades dependendo da época do ano e do local onde vive. Em qualquer dos casos, é sempre muito bonita.

Estes dois exemplares foram ‘apanhados’ em dois locais que distam uma meia dúzia de quilómetros um do outro, nas faldas da Serra de Monchique.

Lagartixa-do-mato-ocidental (Psammodromus manuelae)